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Na Rota da Seda

Seguindo o impulso do post da Luana sobre dança mongol, resolvi postar aqui uns vídeos que gosto muito, de danças de povos de lugares a leste do mundo, dos quais a gente só ouviu falar vagamente na escola. Comecei a gostar deles quando, nos meus remotos tempos de estudos de japonês, vi um documentário da NHK sobre a rota da seda.

Vocês vão reconhecer os instrumentos. E a música vai soar muito familiar. Os rostinhos nem tanto. E talvez se espantem com a leitura musical, como eu me espantei.

Vamos lá. Essas primeiras são danças do Tadjiquistão, algum lugar entre a China e o mundo árabe. Amo folclore e acho tudo muito fofo. Esses figurinos são tão lindos que dá vontade de arrancar os cabelos com uma pinça.

As próximas são danças uigures. Os uigures são um povo de origem turca que hoje vive, em sua maioria, em território chinês. A composição coreográfica é perfeita e complexa de passar mal. E, tenho que dizer de novo: o que são esses figurinos, povinho de Deus! Elas parecem aves! Lindo demais.

Um solo para variar:

E mais um trem estrita e deliciosamente folclórico. Amo a força, a virilidade e a agilidade da dança masculina. E a graça dela no uso do acessório é impagável.

Sim, Samara é uma moça estranha que gosta de coisas bem pouco convencionais.:P Claro que nem sonho em dançar assim, mas acho que estudando essas moças dá pra aprender muita coisa em termos de leitura, braços e, como vocês devem ter notado, giros.

Beijos pra quem conseguiu chegar até aqui. E pra quem pulou também!

Nas últimas semanas, passei por duas experiências que me fizeram pensar muito e rever meus conceitos sobre a dança. Sobre a dança para todos os seres humanos.

Experiência 1:
No dia 28 de novembro, estive na Casa Z e fiz uma vivência de dança com a Sayonara. Foram quatro horas dançando, num grupo com várias mulheres de diferentes idades, com diferenças de estudo de dança, de idade, de intenções. Dançamos em círculo, dançamos sobre a terra, entre as folhas perfumadas, estimuladas pela pimenta, com balões. Dançamos até ficarmos exaustas, sujas e suadas. COMO dançamos não era fundamental ali. Mas sim o fato de que foi uma experiência altamente libertadora. Ali criei algumas de minhas sequências mais criativas e ousei movimentos nunca aprendidos.

Experiência 2:

Na última quinta-feira, dia 3, fui a uma mostra de dança organizada pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, que reunia grupos de dançarinos da comunidade. Alguns grupos infantis, outros de jovens e muita, muita gente da terceira idade.
E, sem demagogia nenhuma, foi um dos espetáculos mais bonitos e despretensiosos que já vi. E que levantou muito a platéia, provando que não estou doida.
Vi uma senhora com tanto excesso de peso, que tinha até certa dificuldade de andar. Mas estava ali, dançando, muito feliz, obrigada. E não havia nada de feio em seus movimentos. Vi uma senhora nos seus oitenta anos dançando uma música lenta e que, se não tinha o alongamento de uma bailarinazinha profissional de vinte anos, nos encantou com a suavidade de seus gestos e sua aguçada musicalidade. Vi idosas dançando tango, dançando samba. Vi uma gordinha muito feliz dançando Dancing Queen num colant e com um boá de penas roxo. E tudo era belo. E eu me emocionei como raramente acontece com dançarinas profissionais.

Essas experiências passaram longe, muito longe das nossas discussões de dança da internet, que analisam os vestidos da Dina ou os cambret não-faça-isso-em-casa da Saida. Passaram muito longe do “só vale danças perfeitas executadas por corpos perfeitos”. Aliás, pecam totalmente no quesito perfeição, embora aperfeiçoamento e superação fosse a tônica em cada um daqueles corpos dançantes.
E aí eu descobri uma série de coisas que talvez só sirvam para mim. (Talvez para algumas AMADORAS, jamais para profissionais.) Mas esse blog é meu, né? Então, vá lá.

1) A procura doente de perfeição é o maior limite para a criatividade. Não estou sugerindo que todo mundo largue as aulas e deixe de se aperfeiçoar. Mas, ao menos para quem escolheu não viver em função da dança, deve ser uma consequência, mas um objetivo.
Não se deixe obcecar pelos sonhos da sua professora. A profissional é ela, não você. Não se permita ser pressionada. Não se submeta a ficar tensa, passar noites sem dormir, preocupada com uma apresentação amadora (isso não quer dizer faltar aos ensaios e querer entrar no último dia, nem “deixar pra lá” – significa que você tem o direito de CURTIR aquilo que você faz por hobby ou para elevar seu espírito). Não chore uma noite inteira porque cometeu um erro de coreografia no palco, ou porque seu adereço de cabeça caiu. Se alguém te fez aspirar pela perfeição em um momento, lembre-se que talvez essas aspirações não sejam suas.

2) Todo movimento humano é belo. Claro que ele pode ficar melhor. Mas todo movimento feito com intenção, por limitado que seja, é belo. Não se torture olhando seus vídeos e buscando o alongamento e a precisão que sua professora que treina quatro horas por dia há quinze anos tem. Busque, antes, o sentimento que você colocou naquela dança (se ele não existe, aí é legal pensar, porque dança sem sentimento não faz sentido), a gentileza que seu corpo permitiu transmitir. E seja feliz com isso.
Quando vamos dançar sozinhas, muitas vezes nossa criatividade se trava na comparação com as profissionais. Lembro que quando comecei, não conseguia coreografar porque só imaginava coreografia para corpos ilimitados. Até lia uma coisa ou outra com movimentos simples, mas achava mediocre demais para executar. Não me dava conta que o movimento simples, executado com precisão, é dono de uma beleza única. Mais do que imaginar, é muito mais fácil coreografar sentindo a música com o corpo. Aí a gente obtém uma dança que o corpo PODE e GOSTA. Estou começando a aprender sobre isso.

3) A dança é uma celebração. É quando gritamos nossa alegria por termos corpos e podermos movê-los (plenamente ou não). Podermos expressar nossos sentimentos através deles – mesmo que sejam sentimentos tristes.
Esse é um dos motivos que me faz, muitas vezes, apreciar mais uma apresentação amadora que uma profissional. Só aprecio profissionais que tenham mantido esse espírito de gratidão pelo corpo, de prazer com o movimento, de entrega para a dança, de comunhão com o público. (Objetivos que você pode atingir sim, com os movimentos que é capaz de fazer.)

O que me dei conta, nesse intervalo de tempo, é que amadores praticamente não discutem sua dança na internet. A maior parte da bellyblogosfera é de professoras e, mesmo as amadoras, como eu e Lory, passamos muito tempo debatendo sobre o trabalho das profissionais, com algum espaço para nossas performances e desafios. Nada errrado com isso, as profissionais sempre serão nossa fonte de inspiração. Mas talvez conversar mais sobre a beleza do imperfeito e sobre como lidar com nossas limitações e nosso valor não seja uma idéia tão ruim.

E eu continuo conhecendo meu Rio Grande do Sul, atrás de dança e de música. Dessa vez fui para Guaporé.
A fofa da Monica Mahasin organizou um evento que reunia um show com os músicos de Sami Bordokan e bailarinas e workshop no dia seguinte. (E ainda disponibilizou a casa da vovó para hospedar as malucas de Porto Alegre. Um doce – as duas, mais mamãe que nos providenciou ainda o lanche da noite, quando não havia mais nada aberto na cidade – linda, mas de interior, né?)
O show foi lindo. Ouvir alaúde, nay, mizmar e qanoun de uma vez, aqui no Sul, é experiência muito rara. E por músicos de alto nível. Dá pra notar o quanto isso amplifica a performance das bailarinas que tem sensibilidade musical. Bonito, muito bonito mesmo.

Mas o workshop foi ainda mais que isso. Para mim, foi um divisor de águas. Não vou dar grandes detalhes, porque vocês precisam levar o Sami para a cidade de vocês e sentir o poder da arte desse homem e dos que o acompanham. Ah, na sua cidade tem músico árabe? Com formação acadêmica? Não, né? Ah, tem? Experimenta mesmo assim. Aposto o dedinho anular da minha mão esquerda (que eu careço muuuuuuito pra tocar derbake e mais ainda para o daff) que você não vai se arrepender.

Deixo com vocês o depoimento que mandei para a Monica, com a emoção do momento:

“A música e dança árabes entraram na minha vida há mais de dez anos e nunca mais sairam. Isso porque me trazem um estado de espírito, um júbilo, um encantamento, que nunca soube explicar, nem para mim mesma. TInha vezes que achava que era viagem minha, mas o encanto continuava e continuava, me mantendo prisioneira até hoje.
Sami Bordokan teve o poder de esclarecer esse mistério. Foi o único profissional do meio que me permitiu entender que muito mais do que uma arte de entretenimento, a música árabe (e a dança, seu espelho) é uma forma ancestral de trabalhar a alma do homem, uma arte onde o elemento espiritual é tão ou mais importante que a técnica ou mesmo que a criatividade. A única questão é que, se meu elo com ela foi esclarecido, tornou-se ainda mais forte – uma doce prisão à qual eu nem sonho em resistir.
Apenas por isso o workshop já teria valido uma vida. Mas ainda tivemos explicações da estrutura dos concertos, dos ritmos, das escalas, enfim, dos esquemas de “funcionamento” da música árabe, de forma clara e precisa, informações preciosas para a leitura musical da bailarina e para a apreciação de música árabe clássica.
Mas não ligue ainda! Também fomos agraciadas com performances de pura magia! (Quem nunca teve a oportunidade de ouvir o som do alaúde, do qanon e do mismar ao vivo, fique sabendo que é uma experiência tão diferente da audição da gravação, quanto ver uma grande bailarina ao vivo e em vídeo.)”

Na verdade, teria muito mais. Mas tiraria a surpresa e, além disso, eu estaria relatando a experiência de outras pessoas, então fico por aqui.
Beijocas a todas e desculpem o sumiço técnico!

Ontem fui ao chá de inauguração da Casa Z, da Sayonara Linhares e da Caroline Klipel. A casa se intitula centro de Cultura e Dança Cigana, mas vai ter muito mais coisa rolando por lá: danças circulares sagradas, dança do ventre (com a Gina Vitola, de Porto Alegre), medicina chinesa (na qual a Sayo é especialista há quinze anos) e, logo logo, flamenco.

Elas estão instaladas numa casa antiga e ampla no centro de Novo Hamburgo (r. Lima e Silva, 163 – do lado da Brigada Militar), com aquela disposição gostosa de cômodos que as casas modernas não tem mais. As gurias são de um capricho incrível e nenhum cantinho foi esquecido: das cores vibrantes das paredes e do teto aos menores objetos, tudo dá uma sensação ótima.

As donas da casa dançaram emocionadíssimas, Gina representou as danças árabes e um grupo vindo de Caxias (eu e minha memória ><) apresentou uma coreografia de Malagueña Salerosa que teve que ir pra rua, nas salinhas já não cabia. Foi uma festa muito gostosa, com mais alegria e menos olhinhos tortos do que eu estou acostumada na DV…

Desejo toda a sorte para as meninas e, para quem mora na região, deixo a dica.

PS: E quanto aos acontecimentos em uma certa casa de chá em SP, em nome da falecida e massacrada Zahara, prefiro não comentar…

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a presença de vocês. E pedir desculpas, porque sei que a periocidade desse blog está muito abaixo do esperado.

É fato que minha vida sofreu uma série de reviravoltas, que prejudicaram muito minha capacidade de escrever. Mas também é verdade que ando um pouco de saco cheio da dança do ventre. As discussões que me davam gosto antes, hoje me enchem de tédio.
Não discuto mais figurino, profissionalismo, Khan El Khalili, se fusão pode ou não pode. Tudo o que eu tinha pra dizer sobre essas coisas (e outras que não lembro aqui) eu já disse, os pontos de vista que tinha pra mudar, já mudei. Cansei.

Tá com cara de fim de blog, não? Mas não é. O conteúdo ficará aberto para quem quiser e um dia, quem sabe, quando eu chegar no estágio de dança que eu quero chegar, ou perto, ou quase, eu volto.

Por hoje quero deixar algumas coisas que pensei em cima de textos de amigas e o que penso a respeito.

1) Dança do ventre profissional. Ok. Mas acho que tem profissional professora e profissional performer. Claro que tem que cobre os dois, mas não é regra. E a profissional professora NÃO É MENOS IMPORTANTE. E a função dela é atender as necessidades das alunas – que nem sempre quer ser profissional, que não tem tempo (e por vezes, saco) de estudar seis horas por dia, que não querem obter um corpo em equilíbrio, mas que, mesmo assim, podem chegar a performar apresentações artísticas, amadoras sim, mas não menos importantes. Organizar uma apresentação amadora, com figurinos mais simples ou mesmo maiores, para que as alunas se sintam mais à vontade, não torna a professora menos profissional.

2) Lory já escreveu divinamente sobre isso, mas quero reforçar. Coreografias sem “estrelas principais” e mais voltadas para o grupo, como em algumas escolas do tribal, são muito bem vindas. Coreografias pra profe “brilhar” no meio são o fim do mundo. Dança solo pra isso, né? Enfim. E a dança pode ter um significado maior de união feminina, em vez de ser mera exposição de lantejoula.

3) A hierarquia entre professora e aluna, definitivamente, mudou. Nada de pedestal. Professora boa é pelo menos colega e, num mundo ideal, parceira de copo! ^_^

Era isso. Sejam felizes e dancem muito. Eu volto.

É isso, ficou assim. Não se puxem em fazer elogios, porque eu não gostei. Me emocionei demais e esqueci de dançar. Isso acontece sempre, em caralhadas de anos de dança. Mas já que pentelhei antes, achei que devia o retorno procês.
Assistam à minha profe e às minhas amigas dançando, no mesmo canal do Iútubi, que vocês ganham mais. Beijos.

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Eu fui! Quase que não, mas fui salva do limbo pela superprofe Daiane Ribeiro.
Sim, estava acima do que eu podia pagar. Oitenta reais não é preço para desempregado. Mas dessa vez valeu cada puto centavo.

Eu poderia escrever três horas, mas amanhã acordo às seis e meia então vai ser na base do resumão.

Antes de mais nada, parabéns pra Muna Zaki, de coração. Eu vou reclamar de uns detalhezinhos no final porque sou uma chata, mas nada tira o mérito. Enquanto o povo tá no cantinho reclamando, a mulher tá FAZENDO. De verdade.

Assim, a voz do Yasser é tuuuuuuudo. Ele não é só o marido da dançarina que vem encher linguiça. O cara tem voz meeeesmo. Não é um aah, mas me deixou completamente encantada. Se ele não fosse o homem mais bem casado do mundo, eu tinha caído matando.

E a Nour? Ah, pessoas, a Nour é TUUUUUUUDA, por sua voz. É linda, dança lindamente, tem energia na dança, graça, é simples mais surpreende. Fez um khaleegee com mais tempero e me prendeu do início ao fim. Saiidi suingado. Eu me emocionei mesmo. Eu e todo mundo.

E tem mais. Porque o show oferece mais, senhoras e senhores. Nada de Ansuya dançando quatro músicas “que nem no CD” e era isso. Tem “o casal”. A química entre os dois. O que é aquele dabke? (Digressão pessoal: uma vez tive um doce professor particular que me ensinava dabke de mãozinha dada. Deu uma saudade… E uma vontade!) MUITO BÃO.

Nos intervalos pra deusa se trocar, atrações locais. Eu particularmente, achei que os grupos de alunas estavam meio verdinhas para um show desse porte, com o povo pagando tanto. Mas eu sou uma chata, até Karina Iman sabe disso.
Raíssa Mahin trouxe uma dança delicada e precisa, Michele Trentin quebrou tudo e Muna bateu um bolão. A performance dela com o Yasser foi uma das coisas mais bonitas e emocionadas que eu já vi ela fazer. E a mulher tá bonita como nunca, affe!

Só teve quatro foooons, que todo evento tem alguma coisa e eu sou um porre:

*O povo da mesa na minha frente. Deviam ser da própria Sociedade Libanesa. Um povinho esnobe que só bebia champagne e ocupava mais espaço do que devia. E não aplaudiam a Nour em todas as danças. COMO ASSIM????

**Garçons: atendimento péssimo. Quase morri de sede antes de conseguir um refri, porque eles estavam ocupados demais servindo vinho e champagne na mesa dos mais endinheirados. Fim da picada.E pra piorar: foi permitido que eles circulassem entre as mesas durante todo o show. Não sei quem foi responsável por isso, mas uma coisa é certa: dança do ventre nunca vai ser levada a sério enquanto for observada entre garçons. Fim de papo. E, pra piorar, sistema de pagamento de boteco nas bebida. Resultado: nem acreditei quando tive que parar de olhar para a Nour para pegar dinheiro na carteira. (Detalhe, eu tinha pedido BEM antes do início do show.)

***Moço da produção que entrou nos bastidores PELO PALCO, com o show já iniciado. Passou correndo por trás da Nour e segundo minha amiga Lucy Linck, “quase deu com a cabeça nos bagos do Yasser”. Eu não sei o que o ocorreu para tal atitude, acho que só um princípio de incêndio nos camarins justificaria. Ou não.

**** Bailarinado de Porto Alegre, cada vocês? Fora a nossa mesa, que tinha a Lucy, a Mônica, eu e a Daiane, não tinha ninguém de fora do Harém… Tudo bem o que o preço tava salgado… Mas era a Nour!
Cade aquele povo que lotou o showzinho da Ansuya? Eu, hein!

Mas fooons à parte, valeu horrores. Tô pra dizer que foi a coisa mais profissional de dança do ventre que já vi. Recomendo.

Offline

Por motivos de força maior, devo ficar uns dez a quinze dias sem internet.
Ou seja: postagem irregular ou nula.

Agradecemos a atenção e nos desculpamos pelo transtorno.

Ah, todo mundo aqui é bellynerd e sabe como funciona um meme, né?

Então, vamo lá:

Qual música…

…você dançaria agora? “Tamally Maak“.
…te deixa feliz? saidis e fallahis em geral
…te arrepia? “Inta Omri“,versão Rossam Hamzy e “Betloumoni leih” do Abdel Halim Hafez
…você dançaria com banda? “Luxor Baladna”, a versão mais velha possível
…você jamais dançaria? “Aziza” – só por já ter visto versões demais.
…você dançaria para sua profe do coração? “Joumana”, mas só o dia que eu tiver cacife pre isso. Por enquanto vou nos meus baladizinhos.
…te traz boas lembranças? Affe, Não sei o nome, não tenho o arquivo. Sei que é um fallahi superpopular que fala da mocinha buscando água na fonte. Se alguém souber, me diga..rsrsrs Com um grupo muito legal fizemos uma coreografia ghawazee (o que julgavamos ser ghawazee) muuuuuuito gostosa
…te faz chorar? “Zay El Howa” Versão longa com o Abdel Halim Hafez
…você escuta sem nunca enjoar? Quase todas. Se for folclórica então… danou-se
…você dedica para quem te enviou esse meme? Pra Roberta, que mandou o meme, a versão cantada da “Alf Laila w Laila” que ela me passou um dia.

Para colocar pra jogo suas confidências musicais, convido as bellynerds Elaine, R@yzel e Amar El Binnaz!

Oi, moças! Seguinte, esse blog vai mudar de rumos. Eu comecei com ele tentando formar um banco de dados/ revista, onde só tivesse informação séria sobre dança do ventre.
Mas o fato é que minha vida anda um turbilhão, que restringe um bocado a reflexão séria sobre a dança. E também, por uma série de motivos, também pessoais, ando com uma mega preguiça de discussões sérias sobre dança.

Então esse vai passar a ser um blog genérico sobre dança como tantos outros.

Semana que vem faço aniversário. E, como faz parte das minhas tradições pessoais, vai ser num lugar árabe (no caso o Souq, que eu chamo carinhosamente de “meu bar”) e vai ter dança. E, claro, só faz sentido se eu dançar.

E como eu não recebo e a festa é minha, é uma daquelas tremendas oportunidades de dançar o que der na telha. Escolhi uma música que é minha paixão: Beitlomouni Leih, com a voz do Abdel Halim Hafez, arranjo dos anos 50. Conheço a música há 5 anos e A-MO!

Mas a danada é difícil, pra lá de difícil. Toda etérea, toda melódica, toda tudo. E eu ainda quero expressar o sentimento da letra, que eu tenho a tradução e sei praticamente de cor. Aceito sugestões.><

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